quinta-feira, 10 de junho de 2010

10 táticas para transformar informação em ação.



Se você é um ativista e quer se utilizar das possibilidades vindas da internet e dos equipamentos digitais baratos, aqui vão 10 táticas para o infoativismo.

As novas tecnologias estão enfrentando o monopólio da mídia tradicional (TV, Rádio e Jornais). Aqui vai um manual de como atuar como difusor de informação.
Ativismo, cooperação, criatividade, participação, engajamento, interação, mobilização, acessibilidade são algumas das características do infoativismo, que é a transformação da informação em ação. Ela utiliza-se das novas tecnologias que dão possibilidade a grande parte da população aceder à informação de uma maneira positiva.
A informação pode ser fundamental para as mudanças necessárias para a sociedade. Se a mídia tradicional não pode fazer o papel social, o infoativismo pode.
(Comentários: Docverdade)




(Reino Unido, 2009, 55 min - Direção: Tactical Technology Collective http://www.tacticaltech.org)

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Agradecimentos ao Marcão pela sugestão.
(*) Rodar em media-players como o GomMedia ou VLC


Fonte: http://docverdade.blogspot.com/

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Novas regras mantêm proibição de gays doarem sangue.

Apesar de protestos de ativistas, os homossexuais devem continuar proibidos de doar sangue no Brasil. As novas regras sobre o assunto, que foram propostas nesta quarta-feira (2) pelo Ministério da Saúde, continuam vetando a participação de homens que tenham feito sexo com outros homens nos 12 meses anteriores à doação, mesmo que eles usem camisinha.


Especialistas dizem que proibição à doação de sangue por
homossexuais ainda é necessária, mas ativistas protestam


O ministério publicou no Diário Oficial da União uma proposta sobre as regras de doação de sangue, que agora entra em consulta pública por 60 dias, para que a sociedade dê sugestões sobre o tema. O governo vai receber sugestões e alterações da comunidade científica e outras organizações, mas a última palavra sobre o assunto ficará mesmo com a administração federal.

De acordo com o texto, deve ser considerado inapto temporário para a doação o "homem que tenha tido relação sexual, oral ou anal, ativo ou passivo, com outro homem", independentemente da orientação sexual. Também não podem doar sangue as mulheres que tenham feito sexo com esses homens. A resolução anterior, feita pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em junho de 2004, continha a mesma proibição, mas não detalhava o tipo de relação (oral, anal, passiva ou ativa).

Em geral, as relações de sexo anal, também praticadas por heterossexuais, apresentam mais riscos de transmissão de HIV, em razão de o tecido da área ser mais sensível do que o da vagina.

A justificativa da Anvisa para limitar especificamente esse público são estudos que indicam que a prevalência do HIV é maior entre os gays, apesar de o contágio do HIV estar equilibrado entre heterossexuais e homossexuais. A agência reguladora diz que "todos os trabalhos" apontam que esse tipo de proibição ainda é necessária.

– A prática sexual entre homens que fazem sexo com outros homens está associada a um risco acrescido de contaminação pelo HIV. Por isso, a exclusão desses [homens] na doação de sangue essa é uma medida que certamente contribui na proteção dos receptores de transfusão de sangue, ao diminuir o risco de transmissão do HIV.

Médico diz que limitação dá segurança para o receptor

Sérgio Barroca Mesiano, presidente do Congresso Brasileiro de Hematologia e Hemoterapia, diz que esse tipo de restrição ainda é necessária e que é preciso fazer mais estudos para que uma eventual liberação seja feita de modo segura. O hematologista diz que os testes a que são submetidas as amostras de sangue não são 100% seguros, por isso é necessário restringir o público doador.

– Essa limitação está fundamentada em trabalhos científicos, mesmo recentes, feitos em países da Europa e dos Estados Unidos. Ainda se considera que há um risco aumentado nesse grupo de pessoas. Não se trata de uma atitude discriminatória, já que outros grupos, como usuários de drogas, por exemplo, também não podem doar. O objetivo é justamente preservar quem vai receber a doação.

Mesiano reconhece que grande parte dos gays adotam práticas de sexo seguro, com o uso de preservativo, e têm um número limitado de parceiros. Entretanto, para ele, uma entrevista de cinco a dez minutos realizada antes da doação não é suficiente para indicar esse tipo de diferença. Para proteger o receptor do sangue e o profissional de saúde responsável pela coleta, é necessário fazer a proibição total.

Segundo o médico Francisco Hideo Aoki, professor de Infectologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), para avaliar se esse grupo está mais exposto à infecção pelo vírus da Aids, seria preciso analisar como são os relacionamentos, ou seja, se o indivíduo é ativo ou passivo na relação e se ele usa ou não o preservativo.

Aoki afirma que “idealmente” faz sentido manter as restrições aos grupos de risco, pois, como as informações sobre os possíveis doadores são reunidas por depoimentos, há o risco de esses dados serem falsos. No entanto, o infectologista da Unicamp afirma que essas proibições não devem se limitar a esse grupo.

– Isto vale para qualquer tipo de relacionamento sexual, incluindo o heterossexual exclusivo. [Os indivíduos devem ser] desestimulados a serem doadores de sangue na medida em que tenham comportamentos de risco, com relacionamentos sexuais desprotegidos.

Ativistas dizem que restrição é injusta

Entretanto, para José Carlos Veloso, vice-presidente do Gapa-SP (Grupo de Apoio à Prevenção à Aids), se a Anvisa tiver um controle rigoroso do sangue doado, não é necessário restringir os homossexuais nem aqueles que tenham tatuagens ou mais de um parceiro.

– A Anvisa diz que tem controle sobre o sangue, então não faz sentido restringir, porque isso só reforça o preconceito sobre essas pessoas. Tem muito homossexual que não é soropositivo, que pratica a fidelidade e que usa preservativo. Não é nivelando por baixo que se resolve essa questão.

Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum de Ong/Aids do Estado de São Paulo, diz que a restrição deveria ser retirada, pois ela “estigmatiza muito mais essa população”.

– Temos que trabalhar com a inclusão e não com a exclusão. Isso com certeza é uma forma de preconceito e não pode estar contextualizada dessa forma, pois hoje a Aids está em todas as camadas sociais e não apenas nesse grupo.

Mario Angelo Silva, coordenador do Polo de Prevenção de DST/Aids da Universidade de Brasília, também é contra a proibição. Ele aponta que, em vez de eliminar esse grupo, o governo deveria investir em testes mais seguros para a doação de sangue. O momento da doação, diz ele, poderia inclusive servir para que os doadores recebessem aconselhamento sobre práticas sexuais seguras e prevenção à Aids.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Escolhas e respeito: porque andam separados?


Pessoas com escolhas diferentes das demais passam por provas diárias e isso não é nada fácil, ao menos no que se diz respeito à paciência. O teísmo, infelizmente, é cultural demais. As pessoas se acham no direito de mencionar o nome de seus deuses a todo minuto por achar que todos são de opinião e escolha igual. Termos como "Meu deus do céu", "Nossa senhora.", "Jesus te ama", entre outros, são proferidos sem que se haja respeito praticamente em todos os momentos – mesmo que sejam vícios de linguagem.

O Ateísmo choca. Por quê? Sua mãe, sua avó, enfim, seus antepassados, foram criados com essa concepção de vida e imaginam que assim tem que ser. Mas por quê? Por simples questão de comodismo. Como assim comodismo? Vou tentar ser objetivo. Por não imaginarem e muito menos se esforçarem em pensar que nem todo mundo goza dos mesmos desejos, sensações, razões e escolhas que eles. Dai você pode me dizer que não é questão de escolha, se é cultural e hereditário. E eu respondo: Tudo que somos enquanto não temos consciência política, não é nosso. Somos forjados a crer, comer, dormir, agir e pensar como querem que façamos.

No Brasil, principalmente nas menores cidades, o numero de igrejas que existem é inegavelmente exagerado - mesmo que por algum tipo de necessidade. De todos os tipos, todas as crenças. Mas elas estão lá e querem que você faça parte daquilo de qualquer maneira, quase te engolindo enquanto você 'dorme'. É extremamente comum presenciar cultos ou missas, que atravessam os portões da igreja para serem realizadas na rua, com seus microfones altíssimos. Eles já pararam para pensar que existem pessoas que não querem e não precisam ouvir coisas do tipo? Se saíssemos à rua pregando a não existência de um deus, com nossos microfones e ideologias, o que aconteceria? Quem nunca recebeu panfletos contendo assuntos bíblicos, sobre a salvação e blábláblá, sempre procurando mais almas? Se o contrario fosse colocado em pratica? Se fossem entregues panfletos com dizeres, "Deus está morto", "Não existe um deus"?

O comportamento religioso, seja qual for a denominação, é egoísta e isso é visto diariamente. Não gostaria de generalizar, mas mesmo os que dizem respeitar pessoas que não crêem, no fundo acham que vamos queimar no inferno, ou coisa parecida, quando eles mesmos, inconscientemente, sabem que se apegam a coisas que não conseguem ver, pelo que lhes foi prometido: O Depois. Sentem medo do que possa acontecer quando morrerem e é exatamente isso que uma vida religiosa regrada promete. O juízo final. Quem será o juiz? Fato é que, todos têm direito absoluto de acreditar no que lhes é conveniente e defender isso com fé ou não, desde que isso não afete quem lhes for próximo, o que não acontece.

A palavra-chave é respeito. Respeito não só em relação a crenças religiosas e sim em relação a tudo que se diz respeito a vida. Pode-se viver em harmonia, respeitando o que deve ser respeitado e deixando que as escolhas sejam unicamente individuais.